sábado, 14 de abril de 2012

TJ Uniterói #02 - blocos 1,2,3 e 4

Programa produzido por estudantes de Jornalismo. Gravado em setembro de 2009.
Matérias:
Fort. Santa Cruz
Bienal do Livro
CIEE
Correios
Homenagem ao Reitor do Unipli
Vital Brazil

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Publicitário Pedro de Luna investe em quadrinhos esportivos

Pedro de Luna
Marcelo Mesquita

            Nascido em Volta Redonda, o publicitário e desenhista Pedro de Luna que desde os nove anos de idade mora em Niterói, começa a se interessar por quadrinhos a partir da adolescência. Mas foi nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro em 2007 que Pedro inicia desenhos com certo teor esportivo.
            - Fiz um pôster em que mostrava a cidade e as pessoas praticando esporte, só que era uma paródia com os jogos do Pan, por exemplo, na corrida de obstáculo fiz um cara correndo desviando dos carros e pulando sobre cocô de cachorro – ironiza.
            Desde então, Pedro começa a notar que há pessoas que se interessam em quadrinhos esportivos e percebe que em alguns jornais de grande circulação não têm charge esportiva.
            - Pensei em fazer uma sobre o meu time de coração, em que pudesse desenvolver uma resenha esportiva de cada jogo do Fluminense nos quadrinhos – afirma Pedro.
            A ideia era que todo jogo do Tricolor, Pedro assistisse e desse sua opinião em forma de tirinhas. Em 2010 as tiras foram publicadas no blog www.quadrinhosdoflu.wordpress.com e fizeram muito sucesso quando o clube foi tricampeão brasileiro. Depois de uma pausa no ano passado Pedro inicia 2012 com novas ideias, inclusive de publicá-las num jornal em parceria com outros desenhistas torcedores de clubes rivais.
            - Pensei em retomar com intenção de até estampar as tirinhas em camisetas ou em outros produtos, imagino que poderia entrar num jornal até quatro quadrinhos, a minha do Fluminense, outro de um botafoguense, flamenguista e vascaíno e cada um fizesse a análise da rodada e colocasse o seu ponto de vista – conclui.

Charge produzida por Pedro de Luna
            Pedro não pensa em criar um personagem específico, os protagonistas seriam os próprios jogadores e técnico do clube. Porém as ideias de Pedro não têm limites, para ele seria muito bom se o Fluminense abraçasse o projeto a fim de expor as tirinhas no site do clube, patrocinasse em revistas em quadrinhos ou em uma animação que pudesse passar no intervalo dos jogos.
            - Porque no fundo é uma homenagem que faço ao Fluminense e também é uma forma de ser ouvido, pois a gente nunca sabe se o clube ou o técnico leva em conta o que a torcida está querendo – garante.
            Os quadrinhos ainda ajudam Pedro no dia a dia de sua profissão. Para ele é importante expressar alguma ideia nas ilustrações que realiza.
            - Hoje em dia os empresários procuram pessoas que sejam cada vez mais multimídia. Crio e também ilustro e isso acaba sendo um diferencial, porque eles entendem o que você quer e ainda bem que tenho esse dom – afirma.
            Além dos quadrinhos, Pedro de Luna ainda é autor de Niterói Rock Underground, livro independente que mostra a transição da música e da cultura no país e seus reflexos em Niterói. Em duas semanas de pré-venda já havia vendido 150 exemplares. Além de Niterói o livro já foi lançado em Belo Horizonte-MG, São Paulo-SP, Curitiba-PR, Aracajú-SE e São Luís-MA.
            - O mais legal é poder levar o rock de Niterói para outros lugares do Brasil. Se o pessoal do Fluminense gostar posso ainda fazer o mesmo modelo e lançar algumas revistas em quadrinhos do clube – conclui o torcedor Pedro.
Foto: Marcelo Mesquita

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Venda de máscaras aumenta 15% este ano

Olga Gibert e a Fábrica Condal
Marcelo Mesquita

            Há mais de 50 anos a Fábrica Condal, situada no bairro de Neves em São Gonçalo, produz milhares de máscaras todos os anos. Inaugurada pelo artista plástico espanhol Armando Valles, a fábrica é famosa por reproduzir desde o final da Ditadura, faces de políticos, entre eles a presidente Dilma Rousseff, José Sarney, Leonel Brizola, entre outros. A esposa do fundador e proprietária Olga Gibert admite que para 2012 nenhum político apareceu muito em evidência, como em 2010 que tínhamos o Barack Obama recém-eleito ou no ano passado que tínhamos o divertido Tiririca, mesmo assim as máscaras dos políticos fazem muito sucesso entre os jovens, principalmente no norte do Brasil. Entre as personalidades internacionais destaque para o ditador líbio Muamar Kadafi, o terrorista Osama Bin Laden e o rei do pop Michael Jackson. As máscaras são vendidas em lojas de artigo para festas em todo o Brasil e os pedidos para este ano aumentaram em 15% em relação ao ano passado.
            - O carnaval de rua deste ano vai ser muito maior do que nos anos anteriores, além das máscaras de monstros, as fantasias de oncinha estão muito marcantes – conclui Olga.
            Exportar as máscaras para a Europa em dificuldades e ainda ter que competir com o mercado chinês fez a fábrica Condal ter uma queda de 70% em relação ao ano passado.
            - Exportamos poucas máscaras este ano porque a Europa está em crise e perdemos também por causa das máscaras chinesas – admite e continua – mas a diferença das nossas máscaras para a dos chineses é que tudo aqui é feito com amor – afirma a proprietária.
             Além de políticos e artistas a Condal também produz máscaras de jogadores de futebol, personagens infantis, monstros clássicos como o Drácula e animais como girafas e leões, porém o personagem de maior sucesso de vendas ainda é o King Kong.
            Para o processo de criação, um artista plástico faz a escultura em argila de cada rosto dos personagens na própria fábrica, depois de passar no gesso e na máquina, é finalizado com a pintura. Olga Gibert está à frente da produção das máscaras para fazer o carnaval do Rio de Janeiro e do mundo mais alegre e divertido com rostos de famosos em toda parte.
Fotos: Marcelo Mesquita

domingo, 11 de dezembro de 2011

TJ Uniterói #01 - blocos 1, 2 e 3

Programa produzido por estudantes de Jornalismo. Gravado em setembro de 2009.
Matérias:
Aprovação na Câmara Municipal
Povo-fala: Gripe Suína
Povo-fala: Tarifa das Barcas
Vôlei Unipli
Circo Las Vegas

sábado, 8 de outubro de 2011

Poesia como alimento para a alma

O poeta Fabiano Silmes

Marcelo Mesquita

            Na Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, o poeta Fabiano Silmes nos brindou com o lançamento de seu primeiro livro de poesia, intitulado Comida para Bicho-Cabeça (Editora Multifoco, 2011). Aos 13 anos, Fabiano já gostava e lia alguns pensamentos de John Lennon, Mahatma Gandhi, Oscar Wilde, entre outros. A partir dos 15, quando conheceu a poesia de Manuel Bandeira, não parou mais de escrever. Além disso, a música também teve uma forte influência em sua vida poética.
            E foi num lugar descontraído, ao som de chorinho e ao sabor de um bom vinho, que o poeta recebeu os amigos e concedeu uma entrevista ao Duo Postal. Entre tantas coisas, Fabiano nos conta sobre o início de sua carreira e de seus projetos culturais para o futuro.

Duo Postal: Quando foi que começou seu gosto por poesia?

Fabiano Silmes: Meu gosto por poesia começou quando conheci Manuel Bandeira. Eu acho que foi um divisor de águas, pois até então eu tinha uma visão equivocada mesmo da poesia. Achava muito formal e o Bandeira veio desconstruindo essa imagem, me mostrou uma poesia extremamente fácil, agradabilíssima, porém profunda.

Duo Postal: A música teve um papel importante em sua vida literária?

Fabiano Silmes: Eu comecei a perceber mais a poesia através da música. Grupos como Legião Urbana, The Doors, Cazuza, Titãs, entre outros. Foi devido a eles que pude notar a musicalidade das palavras e a vida que elas têm.

Duo Postal: Como foi o processo para escolher quais poesias entrariam no seu livro?

Fabiano Silmes: Confesso que foi um processo bem difícil. Eu procurei selecionar em duas partes. Para o meu primeiro livro, venho com uma poesia mais sentida, menos densa. Meu segundo vai condensar tudo que foi elaborado no primeiro. Grandes poetas amigos meus contribuíram muito para o meu caminhar, como Rômulo Narducci, Emanuel de Jesus, sempre deram opinião e fui selecionando a partir do conceito de todos.

Fabiano Silmes autografa seu livro Comida para bicho-cabeça
Duo Postal: Qual é a sensação, depois de tanto tempo escrevendo, e agora estar concretizando em livro seus escritos?

Fabiano Silmes: É uma realização. As poesias precisavam de uma casa para abrigá-las. Creio que foi uma realização tanto para mim, como poeta, quanto para as minhas poesias, como forma livre de pensamento. É como dar vida às poesias.

Duo Postal: Que tipo de projetos você ainda pretende trabalhar?

Fabiano Silmes: Estou escrevendo um livro de crônicas. Estou com um curta-metragem em andamento que escrevi em parceria com o cineasta Vitor Hugo e mais para frente, quero trabalhar com teatro também.

Duo Postal: O que o leitor pode esperar de seus próximos trabalhos?

Fabiano Silmes: Densidade. À medida que o tempo vai passando, eu vou tendo uma visão mais densa e vou construindo sobre o alicerce que está sendo esse primeiro livro.

Duo Postal: Como você define o Comida para Bicho-Cabeça?

Fabiano Silmes: O alimento para as almas.
Fotos: Marcelo Mesquita

sábado, 17 de setembro de 2011

Banda Sinfônica do Colégio Salesiano Santa Rosa se apresenta no Teatro Municipal de Niterói-RJ

Maestro Baluê e a Banda do Colégio Salesiano
Marcelo Mesquita

O Teatro Municipal de Niterói abriu as portas para a apresentação da banda colegial mais antiga do Brasil, a Banda Sinfônica do Colégio Salesiano, Santa Rosa, Niterói, RJ. São mais de 120 anos de história e desde a fundação pelo Pe. Pedro Rotta, seu primeiro maestro, suas atividades jamais foram interrompidas. Atualmente, o maestro titular é Affonso Gonçalves Reis, que entrou na banda em 1948 e o maestro-ensaiador é Alexandre Baluê, que começou como músico em 1971 e hoje rege os jovens instrumentistas.
Segundo o maestro Baluê, “a responsabilidade é muito grande. É uma banda que tem 123 anos e passaram vários maestros por aqui”. Sobre a importância de se formar bons músicos, ele diz, “não só musical, mas principalmente pela formação de caráter desses jovens” e conclui, “o bom músico é o somatório de uma série de coisas: responsabilidade, disciplina, companheirismo e o próprio caráter. Na música não existe nada isolado, aqui tudo é conjunto”.
Apesar de ter conquistado vários títulos e troféus no Brasil e no exterior, dentre eles o de Patrimônio Cultural Fluminense, concedido pela Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro e de campeã no II Festival de Música da Juventude em Zurique na Suíça, entre outros, o maestro Baluê lamenta sobre os poucos espaços para a música clássica, porém conforta-se com o bom público que ela produz, “qualquer lugar que se faça música clássica vai ter público, tocamos com o teatro praticamente lotado”, destaca.

O jovem músico e seu fagote
          A Banda Sinfônica do Colégio Salesiano já revelou diversos músicos dentre eles, Luciano Gallet (ex-diretor do Instituto Nacional de Música) e André Filho (autor de “Cidade Maravilhosa”), e hoje ela é composta de alunos, ex-alunos e membros da comunidade, entre eles Rodrigo Rodrigues, conhecido como “corpinho”, um jovem de apenas 16 anos que toca fagote e sonha em ser um excelente músico. “Para mim é uma honra tocar fagote, é muito difícil e caro, mas a banda me deu o instrumento para estudá-lo e vou seguir em frente” e finaliza, “a música representa 90% da minha vida. Comecei a ter contato com a música clássica assistindo e gostei. Melhorou o meu convívio, minha cultura, e meu conhecimento aumentou muito pela influência da música clássica”.

Maico Lopes
         Instrumentista que começou muito cedo na banda, aos 9 anos de idade, Maico Lopes aprendeu a fazer música com o pai, segundo Maico, “minha história com o Salesiano começou em 1989, foi a primeira banda que toquei e fiquei até 2002, passei um tempo fora e agora estou retornando para esse concerto” e conclui, “toda minha base e formação musical foi na Banda do Salesiano, então para mim, praticamente, devo o que sou por minha passagem por aqui”. Maico Lopes ainda teve experiência de tocar com a cantora Marisa Monte, segundo ele, “posso considerar também que foi muito importante na minha carreira como músico, instrumentista e arranjador, o trabalho com a Marisa Monte. Além de participar como trompetista, eu fiz alguns arranjos que fizeram parte dos shows, e eu sempre fui fã dela”.
Sobre ter tocado com uma cantora de sucesso, Maico finaliza, “quando recebi o convite para tocar com ela foi sensacional, para mim ela é uma artista maravilhosa nacional e internacionalmente. Fizemos shows no mundo inteiro e em todos os lugares lotados, o público cantava as músicas, foi muito bom”.
A Banda Sinfônica do Colégio Salesiano apresentou um repertório que empolgou todo o público do Teatro Municipal de Niterói em uma apresentação que ocorreu no mês de julho. Passaram por Alfred Reed, Francisco Braga, Leonard Bernstein, Glenn Miller, Arturo Marques, Guerra Peixe e Tchaikovsky. Atendendo aos pedidos, o bis veio com a clássica Cidade Maravilhosa.
Fotos: Marcelo Mesquita

sábado, 3 de setembro de 2011

Segurança pública no Rio de Janeiro

Natássia Lima
A violência é um dos temas que mais preocupam os brasileiros. E não é difícil entender o porquê.  O país registra estatísticas de homicídios comparáveis às nações em guerra e está no terceiro grupo dos maiores exportadores de armas do mundo. Além disso, é o segundo maior setor de movimentação econômica do planeta (perdendo apenas para o petróleo), o tráfico de drogas também tem sido um dos grandes responsáveis pelo aumento da violência no Rio de Janeiro nos últimos anos.
Para o entrevistado Marcus Ávila, teólogo e historiador, recém-aprovado no concurso da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que faz um estudo sobre a Segurança Pública, o tema deve ser debatido com seriedade pelos governantes, e principalmente medidas preventivas devem ser adotadas.

Duo Postal: Qual a sua impressão da Segurança Pública no Estado do Rio?

Marcus Ávila: Eu tenho uma péssima impressão. E tudo começa com os péssimos salários pagos aos policiais. Para se ter uma idéia, R$ 800,00 é o piso salarial de um policial no Rio. Dá para fazer segurança com isso? É necessário acontecer uma reforma da segurança pública para proteger a vida da comunidade e do policial, que tem que trabalhar e depois fazer bico em festa.

Duo Postal: Qual é a relação entre segurança pública e direitos humanos?

Marcus Ávila: O Rio é um exemplo de que a segurança pública tem prioridade sobre os direitos humanos. A polícia com frequência usa a força contra pessoas que moram nas favelas e poucas providências têm sido tomadas em relação a isso.

Duo Postal: O que aconteceu para que a situação chegasse a esse ponto?

 Marcus Ávila: Alguns falam em impunidade, outros na ausência do poder público e há ainda os que responsabilizam a polícia, destacando o fato de que está desaparelhada, maltreinada, despreparada para enfrentar os traficantes.

Duo Postal: As Unidades de Polícia Pacificadora podem mudar essa realidade?

Marcus Ávila: Ainda considero que é cedo para avaliar. A experiência é recente e o problema não vai ser resolvido só com UPPs. É preciso uma transformação da polícia e a integração de suas forças. Já é um bom começo, mas ainda não vai resolver o problema dos abusos e da violência policial contra pobres, afrodescendentes e moradores de favela.

Duo Postal: Como você acredita que a atual presidente vai tratar do assunto?

Marcus Ávila: Quando a presidente Dilma Rousseff ainda era candidata, quase não se pronunciou sobre isso, ou quando falava, era de forma genérica, mencionando uma ou outra possível iniciativa, como o controle das fronteiras e a expansão das UPPs. Não foi apresentado um plano nacional de segurança pública com amplitude e especificações técnicas. Não é bom antecipar juízos, mas, infelizmente, tudo indica que vamos continuar convivendo com esse modelo de segurança atual em que pouca responsabilidade é conferida à União.

Duo Postal: E qual o papel do governo federal?

Marcus Ávila: O governo federal deve ajudar a envolver municípios no combate à violência tomando a frente no trabalho de inteligência e mapeando os problemas regionais. O combate tem que ser específico para cada tipo de região e por isso mesmo tem que haver diagnóstico.

Duo Postal: Em sua opinião, quais são as causas da deficiência da Segurança Pública?

Marcus Ávila: Entre as causas dessa deficiência estão o aumento do crime, do sentimento de insegurança, de impunidade e o reconhecimento de que o Estado, apesar de estar obrigado constitucionalmente a oferecer um serviço de segurança básico, não atende sequer, as mínimas necessidades específicas de segurança que formam a demanda exigida pelo mercado.

Duo Postal: Com os recentes acontecimentos, onde a segurança pública tem sido colocada em debate, como você acredita que esse quadro possa ser modificado?

Marcus Ávila: Os problemas relacionados com o aumento das taxas de criminalidade, o aumento da sensação de insegurança, sobretudo nos grandes centros urbanos, são fatos que se arrastam de outros tempos. Resumindo, os novos gestores da segurança (não apenas policiais, promotores, juízes e burocratas da administração pública) devem enfrentar estes desafios, além de fazer com que o amplo debate nacional sobre o tema transforme-se em real controle sobre as políticas de segurança e, mais ainda, estimule a parceria entre órgãos do poder público e sociedade civil na luta por segurança e qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.

Duo Postal: Você passou na prova da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Qual a sua expectativa em relação ao exercício dessa profissão?

Marcus Ávila: Apesar de fazer duras críticas ao sistema, eu ainda acredito nele. Não adianta fecharmos os olhos e fingir que está tudo bem, porque não está! E eu estou consciente de tudo o que posso enfrentar, mas mesmo assim eu decidi que quero contribuir de alguma forma para a mudança desse quadro. E a minha maior expectativa é que um dia essa profissão tão nobre possa ser mais valorizada.